Música e Dança


Após a Segunda Guerra Mundial, Beirute se tornou conhecida por mesclar a cultura ocidental a oriental. Muitos dos maiores músicos e cantores libaneses emergiram nesse período: Nasri Shamseddine, Fairuz e Marcel Khalife. No entanto, ao longo dos quinze anos da guerra civil, a maioria dos cantores libaneses se mudou para o Cairo e Paris, retornando apenas em 1992.

Durante muitos anos, música sempre ocupou um papel importantíssimo na cena cultural libanesa. Juntamente com a voz, a música tradicional do país incorpora instrumentos como o oud, o derbake (espécie de tambor também conhecido como tabla), e o ney.
Um dos instrumentos mais populares do Líbano é o alaúde. Também conhecido como guitarra mourisca, o alaúde produz um som profundo e melancólico. Além dele, outro instrumento muito utilizado na música libanesa é o mijwiz qiue significa literalmente “duplo” no árabe popular. O mijwiz é um tipo de clarinete tocado com um sopro suave através de uma abertura circular em uma das extremidades. O minjjayrah está muito relacionado ao mijwiz, trata-se de uma flauta com a extermidade aberta, muito popular entre os camponeses do Líbano.

A tablah é um pequeno tambor também conhecido como durbakke. É um dos instrumentos de percussão mais utilizados no Líbano. A maioria dos tablahs são ricamente decorados, alguns com madeira, ossos, metais gravados ou pinturas com motivos característicos do Oriente Médio.

O Dabke
Antes que os tetos de telha se instalassem nas casas libanesas, os tetos planos eram feitos de troncos de árvores e cobertos com barro. Com a mudança das estações, e especialmente na chegada do Inverno, o barro rachava e cedia pouco a pouco, precisando ser consertado. O dono da casa chamava seus vizinhos para se juntarem sobre a laje: segurando as mãos e formando uma fila batiam com seus pés sobre o teto de modo a reacomodar o barro. Com o tempo, esse ritual de ajuda mútua se tornou conhecida como Daloonah, uma forma improvisada de se cantar e dançar o dabke. Além disso, instrumentos como o o durbakke, nay e o mijwiz foram incorporados a fim de estimular os homens expostos ao tempo frio a produzir mais energia. Com o passar do tempo, o Dabke se tornou uma das mais famosas tradições do Líbano.

O Dabke é, portanto, uma dança nacional libanesa e os libaneses se orgulham de suas habilidades na dança do dabke. Jovens e velhos, homens e mulheres participam desta dança festiva. Os maiores expoentes do dabke são Tony Kaiwan, Assi el Helani, Fares Karam, Fairuz e Najwa Karam.

Outros nomes importantes da cena musical libanesa: Diana Haddad, Nawal Al Zoghbi, Najwa Karam, Haifa Wehbe, Rola Saad, Elissa, Ragheb Alama, Walid Toufic, Wael Kfoury, Amal Hijazi, Nancy Ajram, Melhem Zein, Fadel Shaker, The 4 Cats e Assi el Helani.

Além dos quais não podemos deixar de citar a grande coreógrafo libanês Abdul-Halim Caracalla que inovou ao misturar elementos de dança clássica e moderna à dança árabe tradicional.

(fonte: embaixada do Líbano)

Caracalla:
O Grupo de Dança Caracalla foi fundado por Abdel-Halim Caracalla, em 1970. Ele previu a criação de uma nova linguagem na dança que fundia técnicas ocidentais e orientais. Abdel-Halim Caracalla nasceu em Baalbeck, uma cidade conhecida pelo Festival Internacional cultural, o Festival Internacional de Baalbeck. Caracalla estudou em Nova York com Martha Graham na década de 1960. Ele continua a ser o diretor artístico da companhia de dança e coopera estreitamente com seus filhos, Alissar que é coreógrafo e Ivan, que é o diretor-executivo.
site: www.caracalladance.com


Fotos:

 

 

 

 


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